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Raízes Ouro Verde | Ep. 25
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Raízes Ouro Verde | Ep. 25

Elena Maria Maass Lima e Silvana Maria Dalmolin Wohl

A relevância da educação é o foco do episódio desta semana do Raízes Ouro Verde.

As convidadas, Elena Maria Maass Lima (secretária de Educação de Nova Mutum) e Silvana Maria Dalmolin Wohl (secretária de Educação de Itanhangá), compartilham suas trajetórias pessoais e profissionais, resgatam as histórias da chegada do programa A União Faz a Vida aos municípios e revelam como a iniciativa transformou comunidades, professores e alunos ao longo de quase duas décadas.

Com relatos emocionantes, exemplos de cidadania e reflexões sobre cooperação, elas mostram que a educação, aliada a parcerias sólidas, é capaz de deixar marcas duradouras e preparar cidadãos mais humanos, críticos e engajados.

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Raízes Ouro Verde | Ep. 25
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BRUNO MOTTA: Oi, gente! Que bom que vocês estão aqui com a gente, começando mais um episódio do nosso podcast Raízes Ouro Verde. Esse produto que está sendo tão especial aqui para a gente, e que tem celebrado os 35 anos da Cooperativa Sicredi Ouro Verde. Por aqui nós já recebemos muitas histórias, muitas pessoas, né, Camila, que já passaram com a gente desde a primeira temporada, que contou as histórias aí dos municípios da nossa área de atuação da cooperativa.

Agora, nessa segunda temporada, onde estamos falando da relevância das parcerias, da presença na comunidade e tudo isso. Como é o nosso impacto real, né? Exatamente, o nosso impacto com as pessoas que estão com a gente no dia a dia. E hoje não vai ser diferente, né? Só que antes da gente começar a falar desse episódio de hoje, que certamente será muito importante para essa trajetória, gostaria só de fazer um lembrete para que você continue acompanhando, se ainda não assistiu ou se já assistiu e quer rever os episódios, todos estão disponíveis no nosso site sicrediouroverde35anos.com.br. E os cortes, os melhores momentos, vamos dizer assim, estão disponíveis nas nossas redes sociais oficiais. No Instagram, também no Facebook e, claro, nas principais plataformas de podcast. Então dá para assistir em qualquer lugar e onde quiser, né, Camila? Acompanha a gente por lá, porque tem muita coisa boa que já foi produzida e tem muitos episódios vindo aí ainda.

CAMILA CARPENEDO: Então hoje, como o Bruno falou, a gente continua na nossa temporada sobre a relevância e hoje é um assunto muito querido por nós, que é a nossa relevância na educação. A Sicredi Ouro Verde atua na educação com muitas frentes. A educação financeira, por meio de vários programas, como as cooperativas escolares, que a gente já conversou, recebemos alunos das cooperativas escolares aqui alguns episódios atrás, mas hoje nós vamos falar sobre um programa que é o maior programa de responsabilidade social da Sicredi, e que acontece nos 15 municípios da área de atuação aqui da Sicredi Ouro Verde, que é o programa A União Faz a Vida.

E para isso, a gente trouxe aqui para o nosso estúdio, e a gente já de antemão agradece a presença, de duas acreditadoras, se é que podemos falar assim, do programa A União Faz a Vida, duas acreditadoras da educação, a secretária de educação de Nova Mutum, Dona Elena Maria Maass Lima, seja muito bem-vinda, e a secretária de educação de Itanhangá, Silvana Maria Dalmolin Wohl, sejam muito bem-vindas, é uma alegria receber vocês aqui para esse nosso episódio do Raízes Ouro Verde.

ELENA MARIA MAASS LIMA: A alegria é nossa. Nós é que agradecemos a oportunidade de estarmos aqui hoje.

BRUNO MOTTA: A trajetória do União Faz a Vida, do programa União Faz a Vida, ela é muito intensa e muito linda de acompanhar, né, Camila? Só que antes da gente começar a falar sobre isso, realmente contar essa história aí de quase 20 anos, nós gostaríamos de conhecer um pouco mais da Dona Elena, um pouco mais da Silvana, para que contem para a gente quem são… falar um pouquinho relacionado às raízes de vocês, que é justamente como a gente inicia os nossos podcasts, trazendo as raízes dos nossos convidados. Então, se apresentem para a gente, contando a questão da trajetória pessoal, profissional, e como que chegaram até essa atuação na educação.

CAMILA CARPENEDO: Obrigada.

ELENA MARIA MAASS LIMA: Bom, eu sou a professora Elena, né? Filha de pais imigrantes que vieram da Alemanha. Então, para falar de raízes, eu acho que a gente tem que ter a base principal, que é a família. Então, hoje, lembrando de toda essa trajetória que tive até nesse momento, eu tenho, assim, um grande orgulho de fazer parte de uma família que veio para o Brasil, teve, assim, muitos desafios.

Meu pai veio na década de 1920, né? E, chegando aqui, a gente vê também todo o trabalho que foi de cooperação que já havia naquele momento. As pessoas precisavam umas das outras para sobreviverem, não sabiam a língua daqui, não sabiam se comunicar, mas venceram, conseguiram vencer, constituíram suas famílias. E eu estou aqui hoje para contar um pouco dessa história.

Então, estou aí já na educação há bastante tempo, há 42 anos como educadora. Nesses 42 anos foram sempre na vida pública, sempre trabalhei em escola pública. Tive um momento em que vim para Nova Mutum em que fiquei alguns anos trabalhando na Senec, mas a Senec também é uma escola da comunidade, é uma escola filantrópica.

E, associada à Senec, também eu, como concomitante, já trabalhava também em escola na rede municipal. Então, foram bastante desafios. Tenho dois filhos.

Vim para cá, em Nova Mutum, em 1994. Em 1994, graças a Deus, já tínhamos os pioneiros que já desbravaram o município. Então, pegamos um município muito pequeno ainda, com uma população muito pequena, mas ela já estava muito bem constituída.

Então, a gente fica muito feliz por fazer parte dessa comunidade. Nesse período, eu também fiquei viúva, mas consegui, graças a Deus e graças ao município, dar continuidade aos estudos dos meus filhos, à minha profissão. E, hoje, estou aqui já como professora, diretora, coordenadora e secretária de Educação.

E, com certeza, ainda temos muito a contribuir para que a gente possa ter uma educação cada vez mais de qualidade.

SILVANA MARIA DALMOLIN WOHL: Eu sou Silvana, filha da Elidia, do Valentim, irmã do Juliano e do Fabiano, esposa do Anders e mãe do André. Na minha trajetória pela educação, sou de uma família de educadores, minha mãe professora, minhas tias e tios, do lado do meu pai também, mestres, que inspiraram.

Fiz o antigo magistério, iniciei meus trabalhos nas escolas do interior, multisseriada, onde a professora administrava aulas da primeira série ao quarto ano, era merendeira, era responsável pela limpeza da escola. Porém, as escolas trazem uma saudade muito grande, porque a comunidade abraçava a escola e todo esse processo de organização era feito com os pais muito presentes, os alunos também com a responsabilidade. No Sul, em Santa Catarina, onde iniciei essa trajetória, um lugar frio, de invernos bem rigorosos, as crianças chegavam, tiravam o calçado, já tinham uma pantufa, um outro calçado para adentrar na sala, e a aprendizagem acontecia, fluía uma naturalidade muito grande.

Depois do magistério, ingressei no curso de História e, em 2000, iniciei a especialização de História e Historiografia do Brasil. Essa pós-graduação, na realidade, já prospectou a minha vinda também para o Mato Grosso. Então, as aulas eu fiz em Curitiba e depois vim aqui para finalizar os trabalhos, já em Itanhangá.

Então, a minha trajetória de Santa Catarina para o Mato Grosso foi diretamente para Itanhangá, um município recém-criado. Porém, não tínhamos prefeito. Na época, 170 km de estrada de chão, de Lucas do Rio Verde.

Você saía e era tudo chão. Mas nós já tínhamos uma comunidade estruturada, as escolas, onde a energia era só de motor. Então, aquele barulhão ou o adentrar da noite.

Nas escolas, a gente tinha esse motor que funcionava. A questão desse período de adaptação, a comunidade muito acolhedora. E o trabalho.

Então, eu encontrei oportunidade de trabalhar de manhã, tarde e à noite. E isso foi fortalecendo os laços com a comunidade. A comunidade nos acolheu.

Porque da família, meu esposo veio logo em seguida, porque eu já era casada, mas vim um primeiro ano sozinha. E as famílias foram acolhendo. Então, eu tive novas famílias que supriram essa falta.

E, muito forte, o amor pela educação, o acreditar na comunidade. E isso são 23 anos de Itanhangá, acreditando na educação e na transformação das pessoas. A gente precisa acreditar nessas pessoas com as quais estamos envolvidos.

Então, Itanhangá me proporcionou a questão de novas especializações, de um mestrado em desenvolvimento local. A gente precisa ir além dos muros da escola. E, hoje, a gente está nesse desafio enquanto iniciante nessa jornada de secretária de Educação.

Porém, professora de sala de aula, assessora do programa União Faz a Vida. E, hoje, essa oportunidade de estar junto com uma grande inspiradora na questão de gestora municipal, que é a dona Elena.

CAMILA CARPENEDO: As duas trouxeram exemplos de cooperação nas duas comunidades. A gente sabe que são dois municípios que têm a cooperação muito forte. Então, eu queria resgatar, para começarmos efetivamente a nossa conversa, o tema da nossa conversa de hoje, relembrar um pouquinho como foi a chegada do União Faz a Vida nessas duas localidades. Em Nova Mutum, em que estamos prestes a completar 20 anos, que foi o primeiro município de Mato Grosso a receber o programa União Faz a Vida.

E Itanhangá, que foi um pouco depois, mas que foi toda uma mobilização da comunidade para receber esse programa. Então, eu queria que vocês contassem um pouquinho como foi isso. Começamos? Por favor, dona Elena, pioneira em Nova Mutum.

ELENA MARIA MAASS LIMA: Ela tem prioridade nesse momento. Eu estava na Secretaria de Educação na época da implantação do programa União Faz a Vida no município de Nova Mutum. Então, eu presenciei, participei de todos os momentos.

Então, foram momentos vivenciados mesmo, até agora. Na continuidade dele lá. Nós tivemos a oportunidade, na época, lá em 2005, nós tivemos a oportunidade de ter representantes da Sicredi, da época, lá na Secretaria de Educação, falando um pouco sobre um programa que estava sendo desenvolvido no Rio Grande do Sul e no Paraná.

E que ele teria muito interesse de demonstrar como era o processo do programa para nós, da secretaria, para o prefeito, para que a gente pudesse também ter esse encantamento que eles estavam tendo. E, na época, a secretária era a dona Ida, e nós atendemos a esse pedido, ouvimos toda a proposta do programa União Faz a Vida. Mas, naquele momento, nós tínhamos uma preocupação de que nós queríamos implantar um programa que realmente desse continuidade.

Porque, muitas vezes, nas secretarias de educação, vários programas são implantados, mas eles são pontuais, eles não têm continuidade. Então, a nossa preocupação era um programa tão sério e que a gente teria que ter também um comprometimento com todos os profissionais para que ele pudesse ter efetividade mesmo e que os objetivos fossem alcançados. Então, nós mobilizamos todos os nossos professores para que estivessem em um local, no sindicato rural, e lá estavam todos os professores da rede municipal, estadual e particular.

Porque a secretaria de educação sempre envolveu todos os professores, independente da rede. Porque os alunos entendemos que são alunos do município, não da rede municipal. Então, nesse momento, nós tivemos a presença dos representantes da Sicredi, tivemos algumas pessoas do Rio Grande do Sul que estiveram presentes, para poder apresentar esse programa para os professores.

Porque nós não queríamos que fosse algo implantado pela secretaria, mas que fosse realmente uma decisão do coletivo. Então, nós tivemos uma grande aceitação, houve uma votação. Então, foi algo muito democrático.

E, em todos os momentos, nós deixamos muito claro que não era nada obrigatório, que todos poderiam estar fazendo a sua escolha. Mas, assim, foi muito bacana aquele dia, me recordo como se fosse hoje. Já naquele momento, também escolhemos a coordenadora local.

Então, essa coordenadora local é a Licidineia. Então, a Licidineia foi a coordenadora local eleita, que hoje faz parte aqui… Do time da Sicredi. Da Sicredi Ouro Verde.

CAMILA CARPENEDO: Uma ótima escolha.

ELENA MARIA MAASS LIMA: Então, a partir desse momento, foi implantado o programa no município. E a nossa preocupação, então, era fortalecer os educadores.

Antes de falar em qualquer questão de metodologia, em qualquer questão de projetos, o que nós precisávamos, naquele momento, era o fortalecimento dos nossos professores, porque eles seriam os responsáveis lá dentro da sala de aula. Então, esse foi o nosso foco. Então, a Fundação Sicredi, junto com toda a equipe, realmente intensificou a questão da formação.

Então, nós fomos privilegiados, realmente, com formações intensas, visitas em alguns outros lugares, para que os gestores também compreendessem como que acontecia nesses outros municípios, lá no Rio Grande do Sul também. Teve uma equipe que foi para lá com a secretária da época. Então, nós tivemos a oportunidade de implementar um programa, de implantar um programa com a decisão do coletivo, e que, graças a Deus, ele tem trazido muitos resultados.

CAMILA CARPENEDO: Estamos aí completando 20 anos. E não foi diferente lá em Itanhangá, Silvana. Eu tenho a alegria de ter acompanhado a implantação lá em Itanhangá.

E eu lembro muito bem desse desejo dos professores. Eu acho que, na época, já por conhecer um pouquinho do que já estava sendo vivenciado por alguns outros municípios da região, era um desejo dos professores de levar União Faz a Vida para lá. Conte um pouquinho para a gente.

SILVANA MARIA DALMOLIN WOHL: Em Itanhangá também as histórias se assemelham. Em 2005, eu estava como assessora na Secretaria de Educação. E a Sicredi, eu digo que a Sicredi Ouro Verde, ela acredita, ela confia muito nas comunidades, nos nossos municípios, e o município iniciando a trajetória como prefeito, mas a Sicredi já estava lá para apoiar a comunidade.

E aí foi um grande parceiro da Secretaria de Educação, onde, na época, era o Cooper Jovem, o seu Manuel. O Cooper Jovem, então, mobilizando a questão das crianças, dos nossos alunos e professores para a cooperação. E aí ele disse assim, olha, tem um programa que é grandioso, já está acontecendo em Nova Mutum, e Lucas do Rio Verde também está iniciando.

E ele veio trazendo esse desejo. Aí o município teve, cooperando com a minha escola, que foi um projeto também para envolver todos os professores, e teve um destaque. E, com isso, veio o convite para a gente também ter essa adesão, conhecer um pouquinho mais do programa União Faz a Vida.

Em 2011, então, nós estávamos na questão como coordenadora de núcleo, onde, juntamente com a Secretaria de Educação, a gente teve a oportunidade de participar de uma habilitação em Cuiabá, para saber o passo a passo de como era o programa. E aí a gente trouxe todo esse entusiasmo para os nossos educadores. E, no final de 2011, então, foi assinado, mediante vários momentos de conversa com a equipe toda.

E, como a dona Elena traz, quando a gente olha para o território município, é a rede municipal e estadual. A gente não faz distinção, são todos do município. E aí a gente teve momentos, palestras, e a adesão foi uma grande festa, onde todos assinaram esse querer participar do programa.

E depois, então, vieram a questão também. Nesse momento, então, eu fui também convidada a ser a coordenadora local. Nesse momento de implantação, onde os nossos professores foram habilitados.

E iniciou-se, então, o conhecer mais a metodologia e colocar em prática.

CAMILA CARPENEDO: Você falou um pouquinho da adesão, Silvana. E os dois municípios são referência também na adesão das escolas, dos professores.

É como se essa sementinha realmente fosse se espalhando, essa mensagem do programa fosse se espalhando. Como vocês enxergam isso? E como vocês explicam que o programa fez tanto sucesso entre os professores, a comunidade realmente abraçou, e isso foi se fortalecendo ao longo dos anos?

ELENA MARIA MAASS LIMA: É como você disse, é uma semente que a gente planta. Então, a gente planta uma semente e isso vai se espalhando.

E é lógico, houve todo um envolvimento. A gente tem que reconhecer que a Secretaria de Educação, junto com as escolas, fazem o trabalho. Mas a Sicredi dá todo o apoio, o investimento que ela faz também, nas formações, nos profissionais que estão lá acompanhando, nessas avaliações que anualmente a gente faz, as avaliações de como é que nós fomos naquele ano.

E aí, cada ano, a gente quer melhorar mais. Mas só que, quando a gente fala dessa questão de disseminar, nós estamos disseminando cada vez mais esse programa no município, mas é porque, quando você já trabalha numa escola, automaticamente… O município de Nova Mutum, nós temos inaugurado muitas escolas. Então, é um município que está crescendo muito.

Então, eu preciso… Exigem esses investimentos. Exige que a gente esteja sempre ampliando os nossos espaços. Então, onde é que nós já vamos abrindo uma escola, inaugurando uma escola, já surgem também os projetos e o programa está lá também.

Então, é algo que a gente vê que ficou mesmo. Então, a gente sabe que existem todos os desafios, porque é realmente desafiador. Nós temos muitos profissionais que chegam ao município, novos profissionais que precisam estar sendo habilitados constantemente pelos nossos assessores.

Mas é isso que faz a diferença. É o querer, é o buscar, e é sempre estar fazendo.

SILVANA MARIA DALMOLIN WOHL: E a questão da metodologia, ela é muito atrativa. Então, quando o professor conhece a metodologia, ele se encanta. E aí ele quer fazer parte. E isso é muito importante, porque não é uma imposição. É um querer fazer parte.

E quando a gente fala da questão da cooperação, que é o princípio básico do programa, isso já está na essência das nossas comunidades. Então, é muito natural que isso aconteça.

E a questão dos resultados, que a gente vê na prática, isso é o que mais encanta os professores. Porque eles veem que realmente funciona, que os alunos se desenvolvem, que eles aprendem de uma forma diferente, mais prazerosa.

BRUNO MOTTA: E vocês falaram da questão da metodologia, né? E eu queria que vocês explicassem um pouquinho para quem está nos ouvindo, como é que funciona essa metodologia do União Faz a Vida. Como é que ela é aplicada na prática, dentro da sala de aula?

ELENA MARIA MAASS LIMA: Bom, a metodologia do União Faz a Vida, ela trabalha com projetos. Então, os professores desenvolvem projetos com os alunos, e esses projetos são baseados nos valores da cooperação.

Então, a gente trabalha com a questão da cooperação, da solidariedade, da responsabilidade, da honestidade, todos esses valores que são fundamentais para a formação do cidadão.

E os projetos, eles são desenvolvidos de acordo com a realidade de cada escola, de cada comunidade. Então, não é algo pronto, não é algo que vem de fora. É algo que é construído junto com a comunidade escolar.

E a metodologia, ela é muito rica, porque ela trabalha com todas as áreas do conhecimento. Então, não é só uma disciplina específica. É interdisciplinar. E isso é muito importante, porque o aluno consegue fazer as conexões entre os diferentes conhecimentos.

SILVANA MARIA DALMOLIN WOHL: E a questão da pesquisa também é muito importante na metodologia. Os alunos são incentivados a pesquisar, a buscar informações, a construir o conhecimento.

E isso é muito importante, porque desenvolve a autonomia do aluno, a capacidade de pensar, de refletir, de tomar decisões.

E a questão da apresentação dos projetos também é muito rica. Os alunos apresentam os seus projetos para a comunidade, e isso desenvolve a oralidade, a capacidade de se expressar, de se comunicar.

CAMILA CARPENEDO: E vocês têm alguns exemplos de projetos que foram desenvolvidos nas escolas dos municípios de vocês, que vocês poderiam compartilhar com a gente?

ELENA MARIA MAASS LIMA: Nós temos muitos projetos. Um que me marca muito é um projeto que foi desenvolvido numa escola rural, onde os alunos trabalharam com a questão da água.

Eles fizeram toda uma pesquisa sobre a importância da água, sobre a preservação da água, e desenvolveram ações concretas na comunidade para a preservação dos recursos hídricos.

E isso foi muito importante, porque os alunos conseguiram sensibilizar a comunidade para essa questão, e hoje a comunidade tem uma consciência muito maior sobre a importância da preservação da água.

SILVANA MARIA DALMOLIN WOHL: Em Itanhangá, nós tivemos um projeto muito interessante sobre a história do município. Os alunos fizeram uma pesquisa sobre a história de Itanhangá, entrevistaram os pioneiros, os fundadores do município.

E isso foi muito rico, porque os alunos conseguiram conhecer a história da sua comunidade, valorizar a sua origem, e isso fortaleceu muito a identidade local.

E o projeto culminou com a produção de um livro sobre a história de Itanhangá, que foi distribuído para toda a comunidade.

BRUNO MOTTA: Que legal! E vocês acreditam que o programa União Faz a Vida tem contribuído para melhorar a qualidade da educação nos municípios de vocês?

ELENA MARIA MAASS LIMA: Com certeza. A gente vê isso na prática. Os alunos que participam do programa, eles têm um desenvolvimento diferenciado. Eles são mais participativos, mais críticos, mais responsáveis.

E isso reflete no desempenho escolar também. A gente tem visto uma melhoria significativa nos índices educacionais do município.

SILVANA MARIA DALMOLIN WOHL: E a questão da formação dos professores também é muito importante. O programa oferece uma formação continuada para os professores, e isso é fundamental para a qualidade da educação.

Os professores se sentem mais preparados, mais motivados, e isso reflete diretamente na qualidade das aulas, no relacionamento com os alunos.

CAMILA CARPENEDO: E como vocês veem o futuro do programa União Faz a Vida nos municípios de vocês?

ELENA MARIA MAASS LIMA: Eu vejo um futuro muito promissor. O programa está consolidado, está enraizado na cultura educacional do município.

E a gente tem planos de expandir ainda mais, de envolver mais escolas, mais professores, mais alunos.

SILVANA MARIA DALMOLIN WOHL: E a questão da sustentabilidade também é muito importante. O programa tem que ser sustentável, tem que ter continuidade.

E isso só é possível com o comprometimento de todos: da Sicredi, da Secretaria de Educação, das escolas, dos professores, da comunidade.

BRUNO MOTTA: Bom, para finalizar, eu gostaria que vocês deixassem uma mensagem para os nossos ouvintes sobre a importância da educação e do programa União Faz a Vida.

ELENA MARIA MAASS LIMA: Eu gostaria de dizer que a educação é a base de tudo. É através da educação que a gente transforma a sociedade, que a gente constrói um mundo melhor.

E o programa União Faz a Vida é uma ferramenta muito importante nesse processo. Ele nos ensina que juntos somos mais fortes, que a cooperação é fundamental para o desenvolvimento.

SILVANA MARIA DALMOLIN WOHL: E eu gostaria de reforçar a importância da participação de todos nesse processo. A educação não é responsabilidade só da escola, é responsabilidade de toda a sociedade.

E o programa União Faz a Vida nos mostra isso de forma muito clara. Ele envolve toda a comunidade no processo educativo.

CAMILA CARPENEDO: Muito obrigada, dona Elena e Silvana, pela participação de vocês no nosso podcast. Foi uma conversa muito rica, muito esclarecedora.

BRUNO MOTTA: É isso aí, pessoal. Mais um episódio do nosso podcast Raízes Ouro Verde. Esperamos que vocês tenham gostado da nossa conversa sobre o programa União Faz a Vida.

Continuem acompanhando os nossos episódios, e até a próxima!

CAMILA CARPENEDO: Até a próxima!

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