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Raízes Ouro Verde | Ep. 20
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Raízes Ouro Verde | Ep. 20

Anacris Motta e Guilherme Kummer

Recebemos Anacris Motta e Guilherme Kummer, membros do Conselho de Administração da Sicredi Ouro Verde, no episódio 20 do nosso podcast. Eles compartilham suas histórias e trajetória até o conselho, revelando como a governança cooperativa impacta positivamente as comunidades e os associados. Descubra como funciona o processo de escolha dos conselheiros, a importância da diversidade de experiências e o papel fundamental do conselho na construção de uma cooperativa mais forte, sustentável e conectada com as pessoas. Mais um episódio inspirador sobre liderança, propósito e o futuro do cooperativismo.

A conversa aborda a estrutura sistêmica da instituição, seu crescimento sustentável, o impacto positivo nas comunidades e a importância de manter a essência do cooperativismo.

Foram debatidos ainda os desafios e oportunidades futuras, a relevância do Sicredi no agronegócio e no apoio ao empreendedorismo, e a visão de uma instituição financeira cooperativa cada vez mais moderna e inovadora, sempre focada nas pessoas e no desenvolvimento local.

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Raízes Ouro Verde | Ep. 20
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Oi, pessoal, bem-vindos a mais um episódio do podcast Raízes Ouro Verde. Esse projeto da Cooperativa Ouro Verde que celebra os 35 anos de história da nossa cooperativa. Olha, muitas histórias já passaram por aqui, você já acompanharam pessoas de destaque realmente para a cooperativa e que já estiveram por aqui compartilhando um pouco da sua trajetória.

Hoje é mais um caso como esse e por isso nós já adiantamos realmente que a participação de cada um dos nossos associados que acompanham o projeto é muito importante. Então realmente as pessoas elas podem acompanhar esse projeto através do site secreideouroverde35anos.com.br, através do YouTube, através das redes sociais oficiais da cooperativa. Tem vários espaços que foram preparados realmente para que você possa acompanhar esse momento.

Várias histórias que já passaram por aqui. Pessoas realmente que acreditaram nesse propósito continuam exercendo esse trabalho junto à cooperativa e que hoje vão contar um pouquinho sobre isso pra gente. É isso mesmo.

Tudo bem, pessoal? Então hoje nós vamos falar um pouquinho mais da relevância. Nós estamos nessa temporada em que nós estamos falando da relevância da nossa cooperativa nas nossas comunidades. E hoje nós vamos explicar um pouquinho mais sobre a governança da nossa cooperativa e a atuação do Conselho de Administração.

Você entende como o Conselho de Administração funciona? Quem são esses representantes dos nossos associados e qual é o papel deles na nossa governança para a gestão da nossa cooperativa? É sobre isso nós vamos falar hoje. E para isso nós recebemos dois convidados aqui que são o Guilherme Kummer e a Ana Cris Mota, nossos conselheiros de administração. Então sejam muito bem-vindos.

É uma alegria receber vocês aqui no nosso estúdio, na nossa sede administrativa aqui em Lucas. Muito obrigado. Agradeço a participação e o convite.

Guilherme, Ana Cris, a gente costuma começar, né Bruno, as nossas conversas. Quem nos acompanha sabe, já está acostumado. Porque a gente precisa justificar o nome do nosso podcast Raízes Ouro Verde.

Então a gente costuma perguntar para os nossos entrevistados quais são as raízes de vocês. Eu acho que é um momento legal para todo mundo conhecer quem é que está aqui com a gente. Quem é o Guilherme? Quem é a Ana Cris? Além de conselheiros de administração do Sicredi.

Então, por favor, contem para a gente. Bom, eu primeiramente cumprimentar a todos os que estão assistindo, que estão conosco, a Camila e o Bruno, pelo convite. A cooperativa faz o trabalho de raízes.

Eu acho que é importante, porque nós também contamos as nossas raízes. Então, antes de qualquer coisa, o Guilherme, filho do Sr. José Paulo, damarines, irmão de um germano. Eu sou casado, minha esposa, Janaína.

Tenho três filhos, o Joaquim, a Cecília e o Arthur. Então, as pessoas são as minhas raízes. As pessoas que estão comigo desde o início.

Eu vim para cá com o meu pai para o Mato Grosso em 1988. Então, o meu pai é do Rio Grande do Sul. Eu nasci lá, meu irmão também.

Enfim, família de agricultor. Minha mãe é professora. Então, a gente veio para cá por uma oportunidade.

As raízes cresceram aqui no solo de Mato Grosso. E, de lá para cá, a gente foi estudando, saí para estudar, fui para Cuiabá, me formei, voltei, trabalhei aqui um bom tempo. Agora, por questões de trabalho, também resido lá e aqui também um pouco.

Então, essas são as minhas raízes. Um pouco do que o Guilherme é e do que está junto na cooperativa também há oito anos. Estamos mais quatro agora, junto com a Ana Cris também, com o nosso conselho.

Então, essas são um pouco das raízes que o Guilherme traz para se acreditar. Legal! Bom, boa tarde! Também aqui agradecendo a oportunidade dessa participação, de ter esse momento de contar a nossa história, de contar as minhas raízes. Então, eu nasci no interior de São Paulo, em Fernandópolis.

Meu pai produzia laranja. São citricultores, meu pai e meu avô. Em 1995, minha família decidiu vir produzir laranja aqui no Mato Grosso.

Então, nessa época que a gente se mudou para Nobres, que ficava próximo a Cuiabá, onde era a oportunidade maior de distribuição da laranja. Desde então, meus pais nunca mais foram embora. E eu acabei indo.

Na adolescência, fui para São Paulo, fiz minha formação lá em psicologia, voltei para Nobres. Já voltei com os gêmeos. Tive o Arthur e o Henrique lá em São Paulo.

Conheci meu marido. Nós tivemos mais um filho. Ele já tinha um, agora nós temos quatro.

Então, hoje a Ana Cris é psicóloga. A Ana Cris trabalha na cidade, no hospital, nas empresas. Foi coordenadora de núcleo do Sicredi.

Entrou na última assembleia como conselheira de administração. E hoje está aqui tendo essa oportunidade de contar um pouquinho da história para vocês. Que legal.

E eu acho que é legal agora, então, a gente falar das raízes de vocês e dos vínculos com o Sicredi, né, Bruno? Com certeza. O Guilherme falou de oito anos de conselho, agora renovados para mais quatro. Acabamos de impossar o novo conselho de administração.

Ana Cris, quatro anos completos, agora mais quatro, à frente do conselho. Mas como que começou o vínculo de vocês com o Sicredi? Antes de serem conselheiros, e depois a gente vai explicar para todo mundo também, se quiserem explicar como é o processo para se tornar conselheiro, antes de serem conselheiros, eram associados. De onde vem esse vínculo com o Sicredi? Bom, o meu vínculo iniciou em 99.

Processo associativo, então, de abertura de conta. Na época, eu estava indo para Cuiabá para estudar. Então, começou como todos.

A gente começa para a abertura de conta, se associa e começa a ter o relacionamento com a cooperativa. Começa a conhecer um pouco mais. E, lá em Cuiabá, eu acabei tendo mais vínculo ainda, porque não era exatamente com o Sicredi, mas era com o Ban Sicredi.

Então, depois que eu passei para o curso de administração, aí ficou um tempo vago, de manhã, não passando para o curso de agronomia, no primeiro momento. E eu fui estagiar no Sicredi, na Central, primeiro. Então, esse vínculo vem um pouco mais longo.

Comecei com a associação para a questão de abertura de conta, ter um local para poder fazer saques em Cuiabá, ter o uso. E, aí, acabei começando como um estagiário, na Central de Mato Grosso, que foi em 99 mesmo. E, aí, depois, 2000, eu fui no Ban Sicredi.

As capitais em Cuiabá, Mato Grosso, Cuiabá, Campo Grande, Curitiba e Porto Alegre não tinham atendimento por cooperativas. O atendimento era feito pelo Ban Sicredi. O Ban Sicredi tinha as agências nas quatro capitais e ele que fazia o atendimento como se fosse de banco.

Mas não haviam ainda as cooperativas que tem hoje, que estão instaladas lá. Inclusive, nós, depois, agora estamos na capital também, mas, na época, começou assim, as raízes iniciaram nesse processo. E eu participei um tempo nesse processo de trabalho e da Sicredi.

Então, eu falo assim, a minha raiz veio um pouco mais longa. Depois, eu acabei continuando, óbvio, como associado. E, aí, agora a gente tem a oportunidade de colocar à disposição do associado, da sociedade, o trabalho no Conselho de Administração.

Eu brinco que eu já estou na terceira geração da minha família dentro do movimento do sistema cooperativista. Porque o meu avô foi presidente da primeira associação de cafeicultores lá no interior de São Paulo, em Fernandópolis. E o meu pai viu muito desse exemplo, dentro da citricultura, como produtores na região, o quanto era importante você se associar a uma cooperativa.

E, na época que o Sicredi veio para se instalar em Nobres, meu pai trabalhava dentro da prefeitura, e ele participou da primeira reunião para a instalação do Sicredi, para receber, para essa chegada. E foi muito bacana, porque participar do início da fundação, acreditar na ideia, acreditar nos princípios cooperativistas, ajudar a divulgar isso para a cidade, começou pequeno. E aí ele conta que, na época, não tinham ainda uma quantidade grande de associados para ter representatividade com os coordenadores de núcleo.

Então, ele entrou diretamente no Conselho Fiscal. Foi o primeiro formado o Conselho Fiscal e o Conselho de Administração. E ele teve a oportunidade de participar desse conselho e de ajudar a enxergar todo esse movimento, essa estruturação do planejamento estratégico da cooperativa, da Sicredi.

E ele falava muito do Sicredi para a gente, dentro de casa. Nessa época, eu não residia aqui no Mato Grosso, era a época em que eu estava em São Paulo. E eu me lembro de ir procurar um espacinho lá.

A gente não tinha agência na capital, em São Paulo-Capital, mas tinha um caixa dentro de um hospital que acessava o Sicredi. Então, aonde ele ia, ele precisava, ele falava do Sicredi e usava o Sicredi. E, na época, quando ele saiu, se afastou do Conselho em virtude do trabalho, depois como coordenador de núcleo, ele acreditava muito nesse processo de sucessão.

Quando ele se ausentou, ele falou, já está na hora de eu me aposentar, já dei a minha contribuição e indico a minha filha, que mora aqui na cidade, para oportunidade como coordenadora de núcleo. Porque eu já era associada, já tinha tanto a conta física quanto a conta jurídica com empreendimento na cidade. E já tinha conhecido o Programa Crescer, já tinha ido nas formações, já tinha participado das assembleias.

E passei a ver o quanto realmente aquilo era importante para a nossa comunidade, o quanto aquilo voltava, o investimento. A minha visão de São Paulo era só de instituições, que o nosso dinheiro ia, mas não vinha. Então, esse novo olhar permitiu que eu acreditasse nesse caminho do cooperativismo e pudesse entrar como coordenadora de núcleo e participar mais ativamente como associada do Sicredi.

Que legal! Guilherme, acho que você também tem uma relação com um pai que também fez parte. É, por isso que eu falei. Na época, em 1999, foi por ele também.

Porque, na verdade, a gente muitas vezes não tem a movimentação financeira até necessária. Então, os exemplos acho que fazem acontecer. Por questões profissionais também, a gente tem as pessoas como referência.

E, de novo, de casa, questão de agricultura, o Sicredi muito relacionado, obviamente, lá atrás com a agricultura, agora mais com a cidade. Mas o início de tudo era o campo. Eram os produtores que iniciaram esse trabalho.

Depois houve a abertura para a Livre Associação, que oportunizou que cada um pudesse, nas cidades também, ter esse benefício. Mas o meu pai, sim, ele iniciou também, junto com o Eledir, com o pessoal, fazendo o trabalho de governança. Na época, também em 1998, 1999.

Ele foi vice-presidente aqui do Sicredi Ouro Verde também, participou do conselho, enfim. E ficou por um bom tempo. Se não me engano, agora foram três ou quatro mandatos que ele participou junto com o Eledir e com o pessoal também, o Genês, que está hoje, o Mauro.

Então, são pessoas que já estão mais a tempo, que trazem todo esse histórico também, que a gente vai aprendendo com eles. Desses pioneiros que fundaram a cooperativa. Exatamente, porque a história, de novo, a gente… Como chegou aqui, eu me recordo bem de como a gente veio para cá e como é hoje a região.

Então, eu já vi, escutei já os podcasts mesmo do Jossi, de outras pessoas, do Mauro, enfim. Do Gilberto. As histórias, como foi para chegar até aqui, de muita resiliência, de muita luta, de muita dedicação.

E a gente observa em tudo que eles estão presentes hoje a mesma maneira de condução. Pé no chão, muita humildade para que possa conduzir a cooperativa. E eles replicam o modelo de negócio deles também para cá, para que a gente possa fazer isso acontecer.

Então, sim, o pai é um grande exemplo. De cooperativista. Para mim, de cooperativista que trouxe desde lá do Sul também.

Tinha participação e veio para cá sempre com espírito de cooperativa. Participava mais em cooperativa de produção. E aqui, na época, a cooperativa de produção não teve a mesma pujança.

Até na época foi um pouco mais… As duas conflitaram um pouquinho, contaminou um pouco o nosso ambiente aqui para poder crescer na época com muita mais força. Depois venceu isso com o tempo. Mas, sim, foi muito importante o exemplo para poder seguir na carreira.

E a gente vem passando aos filhos também. A gente também abre a conta dos filhos, vai indicando sempre do Ciclete para que eles possam ter o mesmo pensamento de coletividade. Espírito de distribuição e participação na sociedade.

Porque não é apenas o econômico. A gente tem a questão econômica, tem a questão social. E as outras instituições não fazem esse tipo de trabalho.

Como o Elidio comentou no mesmo podcast, é a sociedade de pessoas. Pessoas que estão em prol de um negócio e se dedicam. E tanto é importante a questão de governança na nossa cooperativa.

Como a Ana falou, o que ela conhecia de exemplo de instituição financeira não era uma instituição financeira que devolvia para a sociedade. Que é o exemplo de instituição financeira que a gente vive no Ciclete. E não tem a oportunidade das pessoas participarem.

Então, a gente tem a oportunidade das pessoas locais, como nós, de participar de um conselho de administração, dar a sua contribuição, gerir um negócio e ter, obviamente, o capital circulando aqui na nossa economia. Então, acho que esses são os grandes pontos que a gente tem que trazer de exemplo. A distribuição de capital que está nos locais com a cooperativa de crédito.

E faz com que as comunidades também cresçam. E vamos explicar um pouquinho, então, para a Ana. A Ana Cris falou um pouquinho de que ela se tornou coordenadora de núcleo e depois se tornou conselheira.

Foi convidada para fazer parte do conselho. Vamos explicar um pouquinho para as pessoas como funciona, né, Bruno? Esse processo, né? Como chegar, como fazer. O que faz? Como se tornar um conselheiro? Como foi o processo de vocês, né? Sempre começa com associação.

O primeiro passo é a gente se associar à cooperativa. E a partir do momento que a gente se associa, a gente vai ser convidado a conhecer um pouco mais do que é você fazer parte de um sistema cooperativo. Então, dentro do Sicred, a gente tem o programa Crescer.

Além do programa Crescer, também tem os programas de educação financeira que hoje já são aplicados tanto nas empresas quanto nas escolas. Eu vejo que, assim, essa formação na escola, que começa com outro programa social, educativo, que o Sicred tem do programa União Faz a Vida, também já vão formando cidadãos dentro do cooperativismo, com essa visão de valores cooperativistas, que já facilita a gente ter afinidade com esse sistema. E aí, como coordenador… E aí, assim, a partir do momento que a gente tem a formação nos programas, a gente pode ser convidado a representar um grupo de associados.

Então, hoje nós temos os nossos coordenadores de núcleo, são 100 núcleos, e esses coordenadores representam mais de 178 mil associados. E, a partir desse trabalho como coordenador de núcleo, a gente tem a renovação do nosso conselho, e, por representatividade das regiões onde nós atuamos, nós hoje estamos presentes em 15 municípios. Então, existe uma proporcionalidade de representatividade perante esses municípios, o resultado, o número de associados, para estar sentando na cadeira do conselho e estar discutindo, podendo orientar, podendo decidir acerca do planejamento estratégico da cooperativa.

Então, tem esse caminho a ser percorrido. Não sei se você lembra de mais alguma coisa, Guilherme. Eu acho que a questão também do histórico, da gente observar o conselho hoje, ele é diverso.

Nós temos pessoas que têm atuação como a Ana Cris, que é psicóloga. Eu sou administrador de empresas, trabalho como diretor de uma empresa de agronegócios. Tem agricultores, no caso do Mauro, Gilberto, o próprio Edir mesmo.

Então, o Gustavo é empresário. Então, se você observar o nosso conselho também, ele é formado, além da questão, obviamente, de todos esses percursos 1 e 2, o pertencer, até na época, complementar, na época era delegado. Verdade.

A palavra delegado, trazendo um pouco de raízes aqui, a gente vai falar… E tinha o percurso 1 e o percurso 2 das formações. Percurso 1 e 2, e a pessoa era delegado dos núcleos. Lembro desse aí, quando participei, também foi esse.

Então, tinha uma terminologia aí que depois acabou saindo. Acho que eu prefiro o coordenador. Mas eu lembro que era essa denominação.

Então, eu acho que essa questão também da experiência que todos nós colocamos à disposição do Sicred, as várias visões, acho que contribui muito. O próprio Sr. João também trabalha com caminhão, motorista. Ele está conosco também em todas as reuniões.

Então, é uma visão… De novo, muitas vezes você tem um ponto de vista e as outras pessoas podem contribuir com uma outra visão. Acho que esse é o grande ponto. Além do trabalho que a gente faz, a diversidade que a gente tem, acho que é muito importante para o Conselho.

Que é justamente esse papel de representar os 180 mil associados. É isso aí. O Conselho precisa representar essas visões diversas dos nossos 180 mil associados, que estão nesses 15 municípios.

E como é, então? Bruno, acho que é um bom ponto para a gente trazer. Como é essa responsabilidade de representar os 180 mil associados nessa missão de estar à frente do Conselho de Administração? Aqui você pode falar. Está te passando a bola.

Eu digo que é uma grande responsabilidade estar nessa posição, nessa cadeira, porque a gente precisa ter essa escutativa dentro da comunidade onde a gente está inserido. Por exemplo, no meu caso, eu represento a região de Jangada, Corizal, Nobres e Rosário Oeste. São quatro cidades, quatro municípios mais próximos.

E, mesmo sendo próximos, têm perfis diferentes dentro dos grupos econômicos de associados, dentro do resultado gerado naquela região. Então, é importante a gente conhecer, estar próximo desses associados. E a gente tem essas oportunidades de ter esses bate-papos quando a gente faz a prestação de contas do resultado da cooperativa.

A gente tem, pelo menos, dois encontros previstos por ano com eles. Para ter esse momento mais próximo. Porque a gente está ali para olhar para esse planejamento, para poder estar acompanhando e monitorando e vendo se as decisões estão alinhadas com o nosso propósito de realmente equilibrar os dois pinheiros, o social e o econômico.

Porque, para a gente construir de uma forma conjunta essa sociedade mais próspera, mais sustentável, levar o progresso e a felicidade onde o Cicrede está presente, e a gente ver isso acontecer nas entregas sociais, que é onde a gente tem esse resultado local da nossa atuação, o quanto é importante o que a gente está pensando em cada um dos nossos objetivos, os nossos indicadores, para estar atendendo e para estar, de fato, colocando as pessoas no centro. A responsabilidade é grande. Porque a gente tem uma questão estatutária, da questão de responsabilidade, de conduzir a cooperativa.

Então, a cada ano os números são maiores. Eu lembro que, há oito anos, era um novo cenário. A gente tem hoje uma cooperativa muito maior.

Os números crescem. A cada ano a gente percebe um crescimento pujante da cooperativa, acima de 15%, 20%. Então, os números sempre são expressivos.

E a gente tem a responsabilidade de conduzi-los e fazer esse trabalho enquanto nós, como conselheiro. Porque a gente não vai ser sempre conselheiro. A gente vai estar, por um período, fazendo esse trabalho, conduzindo, levando a história e passando para outros conselheiros que vão vir à frente também.

Fazendo esse trabalho de sucessão, cuidando muito da cultura da cooperativa, das pessoas. Então, um conselho bem diverso, mas com um pensamento único na cooperativa. Então, de a gente conseguir levar à frente com os números, com governança, com planejamento.

A gente tem o Cicred como sistema. É muito importante isso, porque dá suporte para toda a parte, tanto sistêmica, investimentos. A gente sabe que esse mundo digital, a transformação é grande, é muito forte.

Então, requer essa atenção do conselho na cooperativa que a gente possa estar direcionando tanto a diretoria para que possa executar enquanto trazer também a nossa visão local para a Cicred mesmo, trazer novos investimentos e inovação, que é muito importante. Tem esse olhar local. Ótimo.

Vamos aprofundar um pouquinho mais para a gente entender sobre essas responsabilidades que vocês falam. A gente entender a rotina, como que são os encontros. É realmente um fluxo de atividade muito intenso que vocês têm de trabalho, muito intenso que vocês têm junto à cooperativa.

Então, quando você fala, Guilherme, quando você fala, Ana Cris, dessas responsabilidades de um conselheiro, eu queria que vocês comentassem mais. Qual é a atuação realmente, dentro dessa rotina? De que maneira que vocês atuam? A gente tem, como a Ana Cris falou, a escuta com os associados. A gente, de novo, representa os associados, coordenadores de núcleo.

Então, essa proximidade para entender o que está acontecendo nos negócios, na localidade, que a gente possa ser os representantes e levar as demandas para o conselho, para a diretoria, enfim, tomar decisões, é um dos pontos-chave, além da nossa participação junto à representação da localidade, da cooperativa, de fazer o estudo. A gente também se preparar cada vez mais, estudar. Toda questão de legislação tem a mudança.

Toda vez, nas reuniões, a gente observa as alterações de legislação. Enfim, a gente tem de estar antenado. Novas resoluções.

E, obviamente, ser o guardião da governança. Estar buscando separar também. Muitas vezes, para mim, por exemplo, que sou diretor executivo, eu consigo olhar um pouco o que é, às vezes, a dificuldade.

Tudo bem. Muitas vezes, a gente sonha com uma ideia, mas, para colocá-la em prática, tem as pessoas para poder executar e fazer essa operação. Muitas vezes, tem de ter a percepção, esse cuidado de estar um pouquinho do lado da diretoria e falar assim, é possível? Conseguimos fazer? Então, acho que está junto um pouco também.

Além de separar, a gente tem a separação de funções. Acho que isso é bem legal explicar, Guilherme, já que você está falando, para as pessoas entenderem, porque isso é relativamente recente também. Exatamente.

Essa separação das funções entre a diretoria executiva e o conselho de administração. Como que isso acontece na prática? Obviamente, as funções diretivas, de dia a dia, estão mais com o corpo diretivo. Então, o Vargas, o que era o Juscelino, agora é o Rafael, e o Clayson.

Então, a pressão de contas conosco, para que a gente possa também apreciar as contas, olhar o próprio fiscal, o conselho fiscal também que faz a apuração, verifica os números, em conjunto com o conselho de administração, dá a direção para o negócio. Não é a execução, não é a ação de ir lá e fazer no dia a dia. Mas é de estar presente, de estar próximo, para dar essa condução, entender o que é melhor para a cooperativa.

Do lado da diretoria executiva, de fato, é o dia a dia. Você executar, fazer negócios, estar presente. Então, é um ponto de conexão, mas acho que com a separação que foi aplicada, como governança, acho que em todo o sistema do Sicred, também se segue o exemplo da Ouro Verde, como modelo a ser aplicado.

E, de novo, não é só da Ouro Verde. Ele é baseado em modelos que são já aplicados em outras empresas. A gente observa isso em outras, até em empresas menores, que a gente observa com o conselho de administração, com diretorias, com segregação de funções.

Acho que é muito importante isso. Dar essa aliviada, vamos dizer, a pressão. Porque, do lado de executar e o outro, de você pensar um pouco, vamos olhar aqui com calma, essa é a função do conselho também.


Eu diria que, complementando assim, também estar atento às mudanças da economia. A gente é exigido do nosso papel como conselheiro, quando a gente assume essa função, a gente tem uma formação básica, que é a própria central à qual a Ouro Verde faz parte. Então, todos os conselheiros das dez cooperativas participam dessa formação básica nos temas de riscos operacionais, econômicos, de segurança, essa visão do nosso balancete, como que a gente olha para o nosso fluxo de caixa.

Ter uma noção geral, porque, por exemplo, eu que vim de uma área da saúde, imaginava que quem estivesse dentro do conselho já tinha que ter essa formação específica, mas na área de contabilidade ou de administração, e eu falei, e agora? O meu olhar é voltado mais para pessoas, para treinamento, desenvolvimento, e aí você precisa desenvolver um outro olhar para entender os números, para entender aqueles resultados, para poder perceber aquelas demandas, porque a gente recebe todo o conteúdo, para a gente se reunir uma vez por mês para a nossa reunião do conselho, a gente tem o material de estudo, tem as planilhas e as avaliações, ouvidoria, são várias ações do dia-a-dia da cooperativa que precisa passar pelo conselho e a gente, então, precisa se preparar para isso. Então, além da formação básica, a gente tem outras formações complementares que a própria Ouro Verde, em vários momentos, pilotou projetos dentro do sistema de avaliação, inclusive, da própria dinâmica do conselho, do nosso papel, de como a gente torna a nossa reunião mais efetiva, como a nossa pauta pode ser mais direcionada para o futuro, para a gente não só olhar o que já foi feito, mas a gente ter esse espaço de pensar e planejar qual é esse crédito que a gente quer comemorar em 2030, por exemplo. Então, a gente já está aqui nessa atuada, o conselheiro tem essa responsabilidade de promover o seu autodesenvolvimento, de estudar e de estar atento às notícias, às informações, a gente compartilha muitas coisas no nosso grupo do conselho para poder, de fato, estar ali no dia-a-dia tendo uma atuação específica, direcionada.

E é esse desafio de equilibrar o que seria uma necessidade dos associados que você se apresentam e também um olhar de desenvolvimento da cooperativa. Como que é isso, esse equilíbrio? É porque não é só um lado, não é só atender também o lado de um associado específico ou de alguma dor de algum, a gente tem que olhar para o coletivo, fazer isso ser algo, ações que sejam para nossos associados, pensar no todo. E, de fato, a cooperativa também, do lado de cá, ela precisa estar com a sua governança, com a sua capital, com todo esse planejamento que a gente tem que se preocupar para que ela possa, sim, ter condições de atender ao associado e também continuar com seus programas sociais, com todo esse outro trabalho que a cooperativa faz.

Então, de fato, não é um olhar específico, não é só olhar com a lupa, tudo bem, mas é para trazer um contexto que seja para todas as pessoas. Então, acho que esse é o principal ponto de equilíbrio com os associados, ter escuta ativa, trazer de uma forma, de novo, não é aquela forma reclamatória, mas uma prova proativa. Então, o que acontece é que a gente pode fazer uma interpretação, trazer com dados, com fatos, e aí você cria uma solução.

Acho que esse é o trabalho do conselho, que a gente também, falando um pouquinho, que a gente separa. Não é de executar, mas é de você trazer isso para que você possa, em ações, colocar para a diretoria fazer ações específicas. É curioso a gente escutar isso, não é, Camila? Porque a gente vê esse tom da responsabilidade que vocês falam.

Realmente são interesses do associado, interesses da estratégia, muita coisa envolvida realmente nesse trabalho. E, justamente por isso, eu queria saber de vocês como vocês costumam enxergar o olhar do associado sobre o trabalho que vocês realizam. Como vocês sentem isso? Isso.

O que vocês acreditam que… Como que o associado entende o papel de vocês hoje, do conselho, e até avalia, enfim? Avalia, isso. Eu vejo que o associado tem esse momento do feedback. A gente já teve, inclusive, uma pergunta direcionada na própria Assembleia.

Quando a gente passou pelo período da pandemia e as Assembleias precisaram ser digitais, virtuais, online, foi a partir daí que a gente cresceu o número de participações dos associados na Assembleia. E a gente também colocou essa pergunta para entender se o nosso associado tem uma visão clara de qual é o nosso papel dentro da governança corporativa, dentro do conselho. E, desde que eu entrei, eu vi a realização.

A gente já vai para o nosso terceiro fórum com coordenadores de núcleo, que já está programado para esse ano, buscando sempre estar reforçando esse entendimento da estrutura da governança corporativa, porque eles estão mais na ponta com o associado. E aí, quando a gente tem esse momento de reunião com eles, e a gente ouve as demandas e sugestões, como o Guilherme disse, não é só a reclamação, é o que está bom e a gente tem que continuar e reforçar, o que a gente precisa ajustar e conseguir traduzir isso em ações, que a gente possa, de novo, depois trazer isso para o nosso associado na Assembleia, do que a gente já conseguiu conquistar e avançar. Então, quando a gente busca certificações, é para melhorar os nossos processos aqui dentro, para, de fato, a gente poder estar próximo e correspondendo ao que o associado espera do papel da cooperativa.

De novo, é olhar atento para aquilo que o associado tem de dor, que pode ser de mais de uma pessoa, não é só de um. Pode ter mais pessoas que têm alguma dificuldade. Então, acaba gritando em algum, mas você leva a solução para mais pessoas.

Resolve de outra forma. Mas é isso. Eu queria ouvir de vocês, dentro desse período como conselheiros, já oito anos, quatro anos, o principal aprendizado de vocês? O que mais contribuiu para a vida pessoal, profissional de vocês fazer parte do Conselho da Cooperativa? Bom, é um aprendizado constante.

Eu mesmo, há oito anos, já vivenciou com as pessoas que já estiveram no conselho. Mas eu tinha muita, de novo, a ânsia de fazer. Eu acho que esse é o grande ponto que a gente tem que controlar.

Quem está numa ação de fazimento, muitas vezes, vamos dizer assim, a gente tem que controlar essa ânsia de não querer atropelar as coisas, de você ter um pouco mais de calma para poder conduzir, de dar sugestões, de dar a sua contribuição de uma maneira que seja adequada para a função de conselheiro mesmo. Não é aquela questão de você pegar e sair resolvendo, querer atropelar as coisas e querer fazer. Então, vamos lá.

Vamos colocar cada um na sua agenda e ter os fóruns adequados e a forma de condução para poder sugerir melhor. A questão da escuta, acho que é super importante, de você ter essa voz escutativa do que o associado precisa, daquilo que a gente pode contribuir, do que a gente está vendo no mercado, como a Ana Cris falou. Diariamente, a gente é bombardeado por uma série de informações de mercado, de constante mudança.

Afeta, por exemplo, trago muito a questão, às vezes até compartilho, Ana Cris, de informações de mercado. A soja subiu, a soja caiu, o mercado de milho é isso, aquilo. A gente vive constante movimentações que acabam interferindo muito na nossa economia.

Hoje a gente, queira ou não queira, ainda temos muitas operações que são do agronegócio voltadas para a questão agrícola e que interferem sensivelmente. De novo, acho que o grande aprendizado para mim foi isso. Ter mais calma, mais tranquilidade para poder conduzir algumas coisas e não ter aquele ímpeto de querer resolver tudo sozinho, que não é assim.

A gente vai, aos poucos, conduzindo de uma maneira adequada. Eu vejo que, para mim, o grande aprendizado foi o conhecimento que adquiri após essa entrada no Conselho. Porque eu cheguei num período de pandemia, foi em 2021, eu estava grávida do TEL, a gente estava no meio da pandemia, e eu imaginava assim, o que eu vou fazer dentro do Conselho com uma psicóloga? Era só virtual.

A gente não tinha ainda esse modelo virtual, era presencial. Foi criado pela pandemia o modelo. Então aí forçou que a gente tivesse, inclusive no trabalho todo, nós tivemos essa mudança, mas foi uma mudança e que a gente não tinha contato.

Então ficava na telinha lá e ficou passando. Foi depois de conduzir algumas das regras. Demorou para se conhecer ao vivo.

Mas eu vejo que o aprendizado, como eu cheguei nesse momento que a cooperativa tinha adotado, tinha definido um novo modelo de cultura. Então a Ouro Verde estava passando por um processo de transição de cultura que a gente chama de gestão por propósito hoje. Na época até tinha um nome… Chamava-se gestão ambidestra.

Ambidestra, que era um pouquinho mais confuso. Eu gosto do gestão por propósito. E tinha uma série de livros para ler.

Eu lembro que, quando comecei, já tinha a rodada dos livros e a gente, estudando dentro dessa visão de se apropriar da nossa função, mas de buscar esse desenvolvimento para você, de fato, estar pronto para colaborar e contribuir nesse papel. E aí, dentro do conselho, a gente tem oportunidade de ir para formações em parceria com a Central, tanto do IBGC quanto de outras escolas famosas nessa questão, de participar de eventos de governança, eventos específicos, para a gente estar atualizado. Então eu vejo que essa possibilidade de contato, de conhecimento diverso, de pessoas diversas, o quanto isso agregou na minha vida pessoal, porque me fez ter um outro olhar para a minha carreira profissional, que estava muito mais para a parte clínica de atendimento e hoje eu já estou mais para a parte de empresas, já estou vendo outras possibilidades do quanto eu posso trazer do cooperativismo para a minha atuação, e que isso é muito bacana hoje, a gente poder crescer e se aprimorar.

Excelente! Como vocês enxergam, agora para a gente falar um pouco de futuro já, como vocês enxergam o futuro da cooperativa e o papel de vocês nesse futuro? A gente projeta, até brinca, a gente faz as projeções muitas vezes e sempre supera, graças a Deus os números. É ótimo! Mas, de fato, a gente olha, esses dias até na reunião a gente comentou, olhar o passado, como começou em 2017, 2018 e como a gente está hoje. Então a gente observa que cada ano as projeções vem superando, vem tendo esse bom desempenho da cooperativa.

Eu acho que ela é calcada principalmente a confiança. A confiança que tanto a diretoria, o conselho, todos colocam à disposição e o associado entende que isso é um valor muito importante, que também gera, vamos dizer, recircula de novo. Você faz uma vez, estou bem, estou vendo que está bom, vou continuar e traz mais pessoas.

De novo, é solidificado aqui em Lucas Viverde, na raiz da cooperativa, e a gente tem esse desafio também de trazer mais o pessoal de Cuiabá. Eu tenho a residência também em Cuiabá, por questões de trabalho, enfim, aqui também, mas a gente percebe essa cultura. O Cicred cada vez ganha mais espaço em Cuiabá, também tem mais pessoas que a gente conversa.

Eu não conhecia o Cicred, o que faz o Cicred? São pessoas que estão próximas da gente, muitas vezes a gente nem conversou sobre isso, no meu trabalho mesmo, a gente fala, o Cicred é isso, a associação é esse. Até agora há pouco o cara pediu para mim, falou assim, olha, é uma cota que eu compro no Cicred? Não é uma cota, você vai lá e se associa, você coloca na sua cota capital, você incentiva a cooperativa a fazer o seu recurso para circular. Então, assim, de novo, o trabalho nosso é de continuar levando à frente, desmistificando alguns desconhecimentos, eu digo, Bruno, que tem no mercado e a gente precisa sempre ser propulsores de explicar para as pessoas, trazer mais e que as pessoas possam entender, não é apenas econômico.

Até eu ia comentar, muitas vezes, o modo de aprendizado, que não é só o número em si. O número é importante, tudo bem, mas o trabalho social que é feito, porque muitas empresas não têm essa visão, ou têm ações tão na sociedade. Uma empresa, a nossa cooperativa, tem esse lado social, é o diferencial do Cicred.

Então, as outras empresas, por derivação também, por usarem o trabalho com a cooperativa, sentem-se e falam assim, olha, eu movimento o Cicred como o Cicred movimenta a parte social, faz uma parte que outra vez não faça. Então, acho que esse é o trabalho que nós, como do Conselho, precisamos levar à frente, como exemplo. Cuidar da governança, cuidar da questão, a Ana Cris comentou, todo o trabalho que a gente faz de gestão de risco, de cuidado com as operações e o que o caso nos entrega de informações também para que a gente possa ter esse monitoramento, é muito importante isso.

Eu tive um exemplo, bem na chegada, em 17, 18, as políticas de risco estavam sendo mais aprimoradas ainda, os sistemas estavam sendo mais melhorados e posso dizer para vocês, com certeza, a evolução é constante. A gente vai seguir, é regulamentada, tem muitas questões da questão do Banco Central, que todos nós somos aprovados, enfim, o banco também tem toda essa gestão, e eu acho que é a questão de segurança. Segurança, o associado percebe isso, que está tendo uma cooperativa forte e gera esse novo enganjamento de outras pessoas.

Com certeza. A minha vontade maior é que todas as futuras gerações, e aí eu já estou replicando isso em casa, possam, de fato, viver esse modelo cooperativista. Porque a gente vê a relevância que isso tem e essa evolução constante, que é um valor do Sicred, a gente vê, inclusive, nessa atuação do nosso Pinheiro Social.

Eu tive, recentemente, na semana passada, na entrega do nosso fundo social, e a gente percebe essa evolução porque antes era um grupo de coordenadores de núcleo que elegiam os projetos que eram cadastrados e que tinham que atender aquelas finalidades. E isso passou a ser aberto para que todos os associados que participem da Assembleia possam votar no seu projeto social, dentro da sua comunidade. Então, isso abriu um leque para que todo mundo possa também decidir onde está sendo colocado o dinheiro da nossa participação nos resultados da nossa cooperativa.

Então, vejo que o futuro é a gente conseguir levar isso para mais pessoas e poder ver que mais pessoas estão realmente vivendo esse ganha-ganha. Que é possível a gente levar essa prosperidade de uma forma sustentável aonde a gente estiver. E que o Sicred cresça por todos os municípios e muito mais se houver oportunidade.

Tem algum ponto, antes da gente fazer o fechamento, que vocês queiram, que vocês acham que a gente não citou? Porque a gente não acabou não seguindo o roteiro exatamente como a gente passou para vocês, porque algumas coisas vocês foram respondendo antes e tal. Mas, se tiver algum ponto a gente volta, senão eu vou já chamar para a gente fazer a mensagem de encerramento com essa ideia de falar do que orgulho a vocês. Pode ser? Pode ser.

Tá bom. Rob, voltamos na câmera aberta ou na fechada? Fechada? Beleza. Então, agora é para a gente já se encaminhar para o fechamento.

É muito legal ouvir vocês, ouvir esse olhar de futuro de vocês, nossos conselheiros. Para a gente já se encaminhar para essa mensagem, para quem está nos assistindo, essas pessoas que também depois vão levar a nossa cooperativa adiante, como o Guilherme falou, esses futuros conselheiros que também virão, queria que vocês trouxessem o que mais orgulha vocês como conselheiros de administração na cooperativa, e que vocês entendem que pode ser esse legado que vocês estão deixando também para essas pessoas que vão seguir o cooperativismo daqui adiante. Eu acho que a gente tem o prazer de estar tendo a oportunidade de passar por uma cooperativa, talvez, de novo, como a gente citou, que os pais da Anacris tiveram a oportunidade, o meu pai também, enfim, a gente está seguindo exemplos, e que a gente, de fato, passa isso para os nossos filhos, não só para os nossos filhos, para o associado mostrar que a gente tem a responsabilidade, está aqui por um tempo, a gente está por um tempo, mas a gente pensa em sustentabilidade.

A governança, o principal aspecto que a gente tem mais orgulho, eu acho que eu vejo da cooperativa, é essa estrutura de governança pujante, que a gente tem que cada vez mais continuar com ela, processos estruturados de sucessão, tanto na questão da diretoria, que com certeza no conselho vai acontecer naturalmente, mas tem que ser um processo que pense na cooperativa, pense no futuro do nosso negócio, de novo, não é pensando em um, em outro, acho que esse é o grande ponto da cooperativa. A cooperativa somos todos nós, estamos por um tempo representando e vamos fazer o melhor trabalho que nós podemos com aquilo que nós temos. Esse é o grande legado que a gente tem que levar para frente e estimular os jovens que possam ter esse pensamento, de se enganjarem também nesse processo cooperativista, de conhecerem a fundo, porque, de novo, tem muitas pessoas que não conhecem, que acham que a gente é somente um banco, enfim, comentando sobre isso, e o nosso trabalho, o nosso objetivo é sempre desmistificar isso.

Então, para mim, eu me orgulho muito, tenho uma satisfação enorme de poder contribuir com o Sicred. De novo, eu comecei trabalhando no Sicred, comecei a minha carreira profissional, tenho orgulho disso, porque comecei como estagiário, de novo, dentro do Sicred, e me sinto muito bem de estar voltando, de estar atuando nesse tempo já no Conselho, de poder contribuir de alguma maneira diferente, não passei, talvez, por todos os passos, acabei indo para outra empresa, mas, enfim, voltei aqui, estou no Sicred, e, de novo, a gente pretende continuar, mostrar esse exemplo e seguir à frente. Eu acho que, enquanto nós estamos aqui, temos a obrigação de representar bem o associado e que ele possa nos enxergar como pessoas que têm essa responsabilidade de levar a cooperativa à frente, levar um negócio que seja perene e sustentável.

Esse é o principal orgulho e satisfação que eu tenho do Sicred. Legal. O meu agradecimento de fazer parte desse time, de estar vivendo essa experiência dentro do Conselho e de poder ter certeza que, na próxima comemoração dos nossos 40, 50, sei lá, quando for daqui comemorando 100 anos de Sicred Ouro Verde, que a gente perceba as sementinhas que a gente está plantando aqui hoje, desse olhar de evolução constante, de inovação, de ganha-ganha, do quanto a gente pode agregar para a nossa comunidade, para a nossa sociedade, para as pessoas próximas a nós, que é o nosso papel divulgar o cooperativismo onde a gente estiver plantado, onde a gente estiver trabalhando.

Então, que essa mensagem chegue a todos os nossos associados, da importância que cada um tem no seu papel de dono dessa cooperativa. Muito legal, né, Bruno? Ótimo. Ouvir essas mensagens de vocês, ouvir o quanto vocês também semeiam todo esse nosso papel de ser essa instituição financeira que faz a diferença nas nossas comunidades e esse olhar do que a gente ainda pode colher no futuro, a partir de tudo isso que a gente está semeando.

Então, muito obrigada, Guilherme. Muito obrigada, Ana Cris, por estarem com a gente. Temos a cooperativa.

Vocês, pela condução, parabéns pelo trabalho que vocês estão fazendo. Eu acho que é um trabalho de conversar, de mostrar as histórias, né? Tão bem que vocês estão fazendo. Acho que parabenizar vocês pela condução e com todas as entrevistas que vocês têm feito.

Acho que é um trabalho muito bom. Que, de novo, também é sementinha, né? Vocês também estão colocando uma sementinha e todo mundo está conhecendo um pouco mais de cada um que faz parte da história do Sicredi. E, com certeza, vocês vão inspirar as pessoas para que se motivem e continuem à frente, tá? Parabéns! Obrigada! Parabéns pelo excelente trabalho.

Aqui a gente está representando, em nome de todo o Conselho, esse episódio para contar um pouquinho mais para o pessoal qual é a nossa função, qual é a importância de ter essa governança clara. Obrigada, gente. A gente fica muito feliz de estar terminando mais esse episódio, agora que a gente está, né, Bruno, nessa temporada da relevância.

Mas, como o Guilherme falou, a gente já teve muitos outros episódios. Então, quem não assistiu, né, todos os episódios iniciais em que a gente ouviu tantas histórias emocionantes, né, Bruno? De todas as cidades passaram por aqui. De todas as cidades da área de atuação da cooperativa.

Então, muitas histórias emocionantes dos pioneiros que fizeram essa cooperativa chegar até aqui. Mas também histórias muito legais de pessoas que fazem esse hoje, que têm vidas transformadas. E, daqui para frente, a gente vai ainda ter muitas outras histórias.

Então, acompanhem com a gente, né, Bruno? Que tem muito episódio ainda. Estamos jovens, estamos, vamos dizer, trabalhando na cooperativa, né? Entramos jovens e estamos colaborando com as pessoas que têm mais experiência. Porque a gente pode tanto pegar a experiência e levar à frente também.

Levando esse legado adiante. Ótimo, ótimo. Gente, obrigado, mais uma vez, também, pela participação de vocês.

E, para quem não assistiu até agora, também nosso muito obrigado. Não só nesse episódio, mas em todos os que já passaram. E já aguardamos vocês aqui nos próximos que vêm.

Até semana que vem. Até lá.

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